Dois estados brasileiros estão em lista dos projetos mais sustentáveis do mundo

Cidade Pedra Branca, em Palhoça, e Parque da Cidade, em São Paulo, aparecem na lista elaborada pelo Programa Climate Positive Development, da Rede C40 a da Fundação Clinton (Programa Clinton Climate Initiative Cities – Iniciativa Comunidades Sustentáveis), que, juntamente com os outros projetos fundadores, demonstrarão estratégias positivas para o clima, estabelecendo um forte exemplo ambiental e econômico a ser seguido pelas cidades.

A Cidade Universitária Pedra Branca defende o conceito de Urbanismo Sustentável, integrando uma preocupação com os pedestres, com as construções sustentáveis e a quantidade de espaços públicos, além de toda uma infra-estrutura de alta performance desenvolvida para as áreas de tecnologia e saúde.

Pedra Branca - 18 mais

O Parque da Cidade inspira-se no conceito Cidades Compactas, onde tudo está concentrado em um mesmo espaço. A sustentabilidade incorpora a preservação ambiental e o compromisso com a promoção do desenvolvimento humano, econômico e cultural. O conjunto de soluções considera metas em otimização do uso do solo, saúde e sociedade, transporte e acessos, redução na emissão de CO2, construção de rede, além de gestão da água, energia e resíduos.

Parque da Cidade - 18 mais

Os outros projetos fundadores são: Victoria Harbour e Barangardo (Austrália), Menlyn Maine (África do Sul), Magok Urban Project (Japão), Mahindra World City e Godrej Garden City (Índia), Panamá Pacífico (Panamá), Project Zero (Polônia), Stockholm Royal Seaport (Suécia), Albert Basin (Irlanda do Norte), Elephant & Castle (Inglaterra) e os americanos Dorckside Green, Ecodistricts, Treasure Island, Oberlin e Waterfront Toronto.

Nova Iorque terá o maior Telhado Verde do Mundo

Na cobiçada, fervilhante e poluída metrópole mundial, no bairro do Brooklin, será construído o maior telhado verde do mundo, com uma área de 9,3 mil metros quadrados, equivalente a dois campos de futebol no tamanho oficial da FIFA.

NOVA IORQUE FOTO NOTURNA

O Brooklin é considerado o bairro mais sustentável não somente dos Estados Unidos, como também do mundo. Nesse bairro já existem outros telhados verdes produtivos. São as denominadas hortas urbanas, que produzem toneladas de vegetais e hortaliças.

Já é comprovado que os tetos verdes têm a capacidade de regenerar a saúde do meio ambiente. Eles transformam áreas poluídas em locais aprazíveis para moradia humana e habitat para insetos polinizadores como borboletas, pássaros e outros animais de pequeno porte que haviam se afastado das metrópoles devido à urbanização desordenada.

Esta horta urbana, que pela grande área pode ser chamada de fazenda urbana, será construída sobre a cobertura de um enorme e antigo armazém da Marinha dos Estados Unidos. Como acontece em outros locais, prédios desocupados estão sendo reutilizados para contribuir com a melhoria do microclima. Além disso, os alimentos produzidos nesse local estarão isentos de aditivos químicos. Eles serão plantados de forma orgânica através da técnica de hidroponia.

        HIDROPONIA                  HORTA HIDRPONICA EM NY

Esse projeto é iniciativa de uma empresa que tem vasta experiência com a instalação de telhados verdes nos Estados Unidos. A empresa objetiva que a produção dessa horta venha suprir parte da demanda dos moradores do Brooklin.

Segue vídeo em inglês da primeira horta urbana dos Estados Unidos:

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=KZN3ucwePGk

Em Nova Iorque, Telhados Verdes apresentam fungos

Ao contrário do que muita gente pensa, essa não é uma notícia ruim! Foi detectada por especialistas uma grande quantidade de colônias de fungos nos telhados verdes de cinco bairros da cidade de Nova Iorque. Esses telhados abrigam uma comunidade de fungos diversificada, com características benéficas de sobreviver em habitats poluídos e perturbados.

fungos

Os fungos se alimentam de matéria orgânica em decomposição e são famosos por terem extrema importância na indústria farmacêutica, na produção de antibióticos como a penicilina, descoberta por Alexander Fleming em 1929, que é amplamente utilizada na atualidade.

Em Nova Iorque, os pesquisadores fizeram testes do solo de 10 telhados verdes. Essas amostragens foram comparadas com as amostragens encontradas em cinco parques da cidade. Entre os parques está o Central Park e o High Line e a conclusão foi que somente 54% dos fungos que estão presentes nos telhados verdes estão também presentes nos solos.

MICRORGANISMOS SALVAM VIDAS

O estudo sugere essencialmente que os fungos que vivem nos telhados verdes da grande metrópole tem a capacidade de proporcionar benefícios ecológicos que não são encontrados nos parques. Os solos dos parques mostraram uma grande produção de biomassa de micróbios nocivos à saúde. Detectaram também a presença elevada de metais pesados. Durante a comparação do solo dos telhados verdes com o solo dos parques ficou evidenciado que se alimentos fossem produzidos nesses dois diferentes locais, o produto final dos parques certamente seriam insalubres se ingeridos em grande quantidade.

Condomínio abriga grande jardim suspenso sobre área de supermercado

Imagine olhar pela janela de seu apartamento e enxergar um belo jardim em diversos níveis sobre uma grande área que poderia ser uma massa cinzenta de concreto! Pois já foi criado e desenvolvido um projeto que abriga no mesmo empreendimento três torres residenciais de 21 andares cada, com jardins fechados, tendo como parte de seu condomínio um supermercado com seu terraço totalmente recoberto de vegetação.

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Esse condomínio será construído em 2014 na cidade de Sanya, na província de Hainan, no sul da China. Local com clima tropical, propício para o bom desenvolvimento de vegetação, que atrai um grande e representativo número de turistas.

O projeto foi concebido pelo estúdio NL Architects, a partir da observação da maior parte dos supermercados já concebidos. Esses espaços em geral criam superfícies impenetráveis, com fachadas “cegas” que só servem de apoio para placas publicitárias. Para aliviar esse tipo de concepção, os arquitetos projetaram em pisos subterrâneos os espaços das compras do supermercado, do estacionamento, como também o de cargas e descargas, deixando nos pisos térreos zonas de lazer e as lojas. Sobre o terraço, que foi escalonado em diversos níveis, será criado um belo projeto paisagístico recobrindo todo o andar superior da edificação.

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Os arquitetos, cientes da tendência mundial de restaurar o meio ambiente, desenvolveram esse projeto com a preocupação de aproximar a natureza das grandes edificações tornando-o aprazível aos olhos e trazendo benefícios já conhecidos como a redução no consumo de energia para climatização e diminuição da reverberação de ruídos pela presença de grandes massas verdes.  E ainda propiciando a recuperação de habitat para espécies da biodiversidade local.

Ecotelhado e Jardim Vertical Canguru na Aliança Francesa

A Aliança Francesa transformou sua sede nacional na Rua Muniz Barreto, no bairro carioca do Botafogo, em prédio verde. Presença marcante e significativa para a Certificação Aqua é a cobertura com Ecotelhado e o revestimento interno com o Jardim Vertical Canguru.

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O Rio de Janeiro foi o primeiro contemplado a receber a sede Verde da Aliança no mundo. Construído com o reaproveitamento de concreto, aço, madeira e plástico de um antigo prédio que existia no local, levou um ano para ser construído e tem 847 m², três pavimentos, totalizando 12 metros de altura.

A chamada “Alliance Verte” (Aliança Verde) será a sede administrativa da escola de idiomas no Rio. Além do Ecotelhado e do Jardim Vertical Canguru, o prédio tem placas de captação de energia solar, piso de borracha feito com pneus usados, isolamento térmico de lã de garrafa pet, aproveitamento de luz e ventilação natural, reuso de água da chuva e sistema de iluminação de baixo consumo.

A Ministra Francesa da francofonia Yamina Benguigui, se referindo a sede diz que: – É um convite à integração e ao convívio com a vizinhança, não só através de uma galeria de exposições que teremos, mas também pelo efeito do telhado verde que se harmoniza com a vegetação do bairro.

Considerado um “líder na reflexão do desenvolvimento sustentável”, segundo o delegado geral da Aliança Francesa do Brasil, Yann Lorvo, o Rio de Janeiro foi o primeiro escolhido a receber a sede “verde”. Segundo Lorvo “a Rio+20 foi um exemplo disso. “Queremos que a sede de Botafogo seja o cartão de visitas da Aliança no Rio. E que ela seja um exemplo não só para as escolas de línguas, mas para todas as instituições de ensino da cidade. Se o Rio prega a sustentabilidade, as escolas e universidades deveriam dar o exemplo”, diz Lorvo.

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O prédio atende à certificação ambiental AQUA, selo brasileiro criado a partir do processo ambiental elaborado pela francesa HQE (Haute Qualité Environnementale). Segundo Lorvo, há hoje na França mais de 500 prédios habitacionais e escritórios certificados pelo HQE e no Brasil, cerca de 30 construções atendem ao AQUA.

Horta no telhado de shopping utiliza resíduos da praça de alimentação como adubo.

Shopping Eldorado horta

Em fevereiro de 2012, o shopping Eldorado, na zona oeste de São Paulo, transformou a cobertura de seu edifício em uma horta em que o substrato é composto pelos resíduos da praça de alimentação. Cerca de 6 mil pessoas fazem suas refeições no local por dia e uma enorme quantidade de alimentos era descartada e desperdiçada gerando um grande volume de lixo orgânico e mal cheiroso.

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Antes de ser utilizado no telhado, o lixo passa por um sistema de compostagem. Com um investimento de R$ 12 mil por mês, o shopping afirma transformar 14 toneladas de produto orgânico (28% do volume gerado mensalmente). Todos os restos são levados para a unidade de reciclagem. O lixo orgânico é misturado com serragem que retira a umidade e evita que a comida apodreça e atraia bichos. A seguir é inserida no composto uma mistura de bactérias (catalisadores) que consomem os resíduos orgânicos e aceleram o processo de compostagem realizando em 3 horas uma tarefa que naturalmente ocorreria em 180 dias. O composto resultante tem tonalidade marrom e não é mal cheiroso. Ele é levado para a cobertura do edifício onde será esterilizado pela ação do sol, chegando a atingir 70°C, resultando em um excelente substrato para a horta.

Shopping Eldorado desenvolve projeto de compostagem de _sobras de alimentos

A horta do Eldorado atualmente tem 1.000 m², mas a administração do shopping quer ampliar essa área para que tome conta de toda parte superior do prédio até o final do ano. Com a vegetação se espalhando por todo terraço, a temperatura interna ficará mais amena, reduzindo o uso do equipamento de refrigeração que desperdiça 100.000 litros de água por dia e emite significativas quantidades de carbono na atmosfera.

Shopping Eldorado produz alface e berinjela em horta no _telhado, na zona oeste de SP

A horta já produziu berinjelas, alfaces, tomates, abóboras, jilós, manjericão, hortelã, erva cidreira e outras plantas medicinais. A produção é utilizada pelos funcionários do shopping, um local que era antes totalmente estéril, em plena Avenida Rebouças.

Telhado Biofílico X Telhado Biocida

Nos últimos anos, tem-se observado uma forte campanha a favor de telhados brancos ou reflexivos. O Green Building Council (GBC), através do LEED, vem apoiando a iniciativa para que a construção civil também opte por este padrão para amenizar o aquecimento global e as mudanças climáticas.

No entanto, um recente estudo da Universidade de Stanford (Urban Heat Island, 2011) mostra que as “membranas telhados brancos” tendem, na verdade, a contribuir para o aquecimento local e global. Como tem alto nível de refletividade, direciona calor para a atmosfera, aquecendo partículas pretas e marrons do ar, gerando calor no entorno (efeito ilha de calor). Além do mais, são superfícies mortas e impermeáveis que embora reflitam a luz solar, ignoram outros desafios cruciais para o bem-estar do meio ambiente urbano, como a emissão de CO2, as ilhas de calor, a perda da biodiversidade e a evasão de esgoto pluvial. Logo, o GBC, governantes e consultores deveriam reavaliar seu equivocado apoio a essas coberturas para que soluções mais plausíveis para tais problemas não sejam barradas.

         Telhados Verdes Jardins Suspensos                  casa_telhado_branco_1

Os telhados verdes, por exemplo, não só têm comprovada eficiência energética, válida para qualquer clima, mas também agem como filtros da poluição do ar, purificando-o por meio de um ciclo natural de troca de gases e variação da temperatura (consomem o calor na fotossíntese e na evapotranspiração), reduzindo as ilhas de calor. Também têm grande eficiência na retenção de água da chuva, contribuindo para evitar a ocorrência de enchentes e a poluição de cursos d’água. Além disso, promovem a biodiversidade em área urbana e ainda possibilitam a saudável integração da população a áreas verdes em pontos antes inimagináveis. Sua irrigação pode dar-se com água cinza ou tratada, desonerando a rede pública deste serviço. Isso sem falar no aprazível aspecto estético de uma superfície vegetada. Enfim, os telhados verdes são de fato vivos e propagam a vida. Eles também são certificados pelo GBC, o que é estranho o mesmo ocorrer quanto aos telhados brancos.

Resistir ao engodo da “sustentabilidade” dos telhados brancos, reduzida na sua refletividade, não é defender um interesse econômico, mas clamar por mais qualidade de vida nas cidades e no planeta. Trata-se, por fim, da promoção de um tipo de telhado “vivo” e biofílico (apreciador da vida, que necessita de vida), caso dos verdes, em detrimento de um telhado “morto” e biocida (adversário, inimigo da vida), como se encaixam os brancos. Assim, resta a pergunta final: Optar por telhados verdes ou brancos? Seu ponto de vista em relação à vida e ao ambiente lhe dará a resposta.

Renan Eschiletti Machado Guimarães
Conselheiro da Associação Telhado Verde Brasil – ATVBrasil

 

Mais Vegetação, Menos Criminalidade

Você já parou pra pensar quais os benefícios que o uso de vegetação nas cidades pode nos trazer? A diminuição da criminalidade é um deles! Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revela que cidades mais arborizadas tem uma menor taxa de crimes do que aquelas com baixas quantidades de vegetação.

greener city - less violence

Um estudo-piloto sugeriu uma relação entre a falta de vegetação e as taxas de “incivilidades” ou crimes menores. Uma pesquisa de 31 sítios urbanos, em uma comunidade da Califórnia descobriu que 90% dos incidentes de vandalismo ou grafite ocorreram em áreas sem plantio, em comparação com 10% em áreas ajardinadas. Em unidades habitacionais públicas de Chicago, 90 moradores relataram menos pichações, vandalismo e lixo em espaços ao ar livre com árvores e grama do que em espaços mais áridos. Taxas de ruptura social e incivilidades, tais como a presença de indivíduos barulhentos, vadiagem e atividades ilegais, também foram menores em áreas plantadas.

Para analisar os crimes graves, uma equipe de cientistas recolheu dois anos de dados da polícia sobre propriedades e crimes violentos em comunidades públicas no interior de Chicago. Os edifícios analisados eram arquitetonicamente similares, mas quanto mais verde nos arredores do prédio, menor o número de crimes totais. Comparando edifícios com diferentes níveis de vegetação, aqueles com muita vegetação registraram 52% menos crimes totais, 48% menos crimes contra propriedades e 56% menos crimes violentos do que em edifícios com baixos níveis de vegetação.

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A vegetação residencial tem sido associada com uma maior sensação de segurança, menor incivilidades e menos comportamentos agressivos e violentos. A ligação entre arborização urbana e sistemas sociais mais saudáveis é surpreendentemente simples. A presença de vegetação pode transformar terras áridas em espaços agradáveis e acolhedores. Esses locais servem para fortalecer os laços entre os moradores, aumentar a vigilância informal e deter o crime, criando assim comunidades urbanas saudáveis e mais seguras.

Fonte: http://depts.washington.edu/hhwb/Thm_Crime.html