Dois estados brasileiros estão em lista dos projetos mais sustentáveis do mundo

Cidade Pedra Branca, em Palhoça, e Parque da Cidade, em São Paulo, aparecem na lista elaborada pelo Programa Climate Positive Development, da Rede C40 a da Fundação Clinton (Programa Clinton Climate Initiative Cities – Iniciativa Comunidades Sustentáveis), que, juntamente com os outros projetos fundadores, demonstrarão estratégias positivas para o clima, estabelecendo um forte exemplo ambiental e econômico a ser seguido pelas cidades.

A Cidade Universitária Pedra Branca defende o conceito de Urbanismo Sustentável, integrando uma preocupação com os pedestres, com as construções sustentáveis e a quantidade de espaços públicos, além de toda uma infra-estrutura de alta performance desenvolvida para as áreas de tecnologia e saúde.

Pedra Branca - 18 mais

O Parque da Cidade inspira-se no conceito Cidades Compactas, onde tudo está concentrado em um mesmo espaço. A sustentabilidade incorpora a preservação ambiental e o compromisso com a promoção do desenvolvimento humano, econômico e cultural. O conjunto de soluções considera metas em otimização do uso do solo, saúde e sociedade, transporte e acessos, redução na emissão de CO2, construção de rede, além de gestão da água, energia e resíduos.

Parque da Cidade - 18 mais

Os outros projetos fundadores são: Victoria Harbour e Barangardo (Austrália), Menlyn Maine (África do Sul), Magok Urban Project (Japão), Mahindra World City e Godrej Garden City (Índia), Panamá Pacífico (Panamá), Project Zero (Polônia), Stockholm Royal Seaport (Suécia), Albert Basin (Irlanda do Norte), Elephant & Castle (Inglaterra) e os americanos Dorckside Green, Ecodistricts, Treasure Island, Oberlin e Waterfront Toronto.

Horta no telhado de shopping utiliza resíduos da praça de alimentação como adubo.

Shopping Eldorado horta

Em fevereiro de 2012, o shopping Eldorado, na zona oeste de São Paulo, transformou a cobertura de seu edifício em uma horta em que o substrato é composto pelos resíduos da praça de alimentação. Cerca de 6 mil pessoas fazem suas refeições no local por dia e uma enorme quantidade de alimentos era descartada e desperdiçada gerando um grande volume de lixo orgânico e mal cheiroso.

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Antes de ser utilizado no telhado, o lixo passa por um sistema de compostagem. Com um investimento de R$ 12 mil por mês, o shopping afirma transformar 14 toneladas de produto orgânico (28% do volume gerado mensalmente). Todos os restos são levados para a unidade de reciclagem. O lixo orgânico é misturado com serragem que retira a umidade e evita que a comida apodreça e atraia bichos. A seguir é inserida no composto uma mistura de bactérias (catalisadores) que consomem os resíduos orgânicos e aceleram o processo de compostagem realizando em 3 horas uma tarefa que naturalmente ocorreria em 180 dias. O composto resultante tem tonalidade marrom e não é mal cheiroso. Ele é levado para a cobertura do edifício onde será esterilizado pela ação do sol, chegando a atingir 70°C, resultando em um excelente substrato para a horta.

Shopping Eldorado desenvolve projeto de compostagem de _sobras de alimentos

A horta do Eldorado atualmente tem 1.000 m², mas a administração do shopping quer ampliar essa área para que tome conta de toda parte superior do prédio até o final do ano. Com a vegetação se espalhando por todo terraço, a temperatura interna ficará mais amena, reduzindo o uso do equipamento de refrigeração que desperdiça 100.000 litros de água por dia e emite significativas quantidades de carbono na atmosfera.

Shopping Eldorado produz alface e berinjela em horta no _telhado, na zona oeste de SP

A horta já produziu berinjelas, alfaces, tomates, abóboras, jilós, manjericão, hortelã, erva cidreira e outras plantas medicinais. A produção é utilizada pelos funcionários do shopping, um local que era antes totalmente estéril, em plena Avenida Rebouças.

Mais Vegetação, Menos Criminalidade

Você já parou pra pensar quais os benefícios que o uso de vegetação nas cidades pode nos trazer? A diminuição da criminalidade é um deles! Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revela que cidades mais arborizadas tem uma menor taxa de crimes do que aquelas com baixas quantidades de vegetação.

greener city - less violence

Um estudo-piloto sugeriu uma relação entre a falta de vegetação e as taxas de “incivilidades” ou crimes menores. Uma pesquisa de 31 sítios urbanos, em uma comunidade da Califórnia descobriu que 90% dos incidentes de vandalismo ou grafite ocorreram em áreas sem plantio, em comparação com 10% em áreas ajardinadas. Em unidades habitacionais públicas de Chicago, 90 moradores relataram menos pichações, vandalismo e lixo em espaços ao ar livre com árvores e grama do que em espaços mais áridos. Taxas de ruptura social e incivilidades, tais como a presença de indivíduos barulhentos, vadiagem e atividades ilegais, também foram menores em áreas plantadas.

Para analisar os crimes graves, uma equipe de cientistas recolheu dois anos de dados da polícia sobre propriedades e crimes violentos em comunidades públicas no interior de Chicago. Os edifícios analisados eram arquitetonicamente similares, mas quanto mais verde nos arredores do prédio, menor o número de crimes totais. Comparando edifícios com diferentes níveis de vegetação, aqueles com muita vegetação registraram 52% menos crimes totais, 48% menos crimes contra propriedades e 56% menos crimes violentos do que em edifícios com baixos níveis de vegetação.

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A vegetação residencial tem sido associada com uma maior sensação de segurança, menor incivilidades e menos comportamentos agressivos e violentos. A ligação entre arborização urbana e sistemas sociais mais saudáveis é surpreendentemente simples. A presença de vegetação pode transformar terras áridas em espaços agradáveis e acolhedores. Esses locais servem para fortalecer os laços entre os moradores, aumentar a vigilância informal e deter o crime, criando assim comunidades urbanas saudáveis e mais seguras.

Fonte: http://depts.washington.edu/hhwb/Thm_Crime.html

Aprovada obrigatoriedade do uso de Ecotelhado em Curitiba

A Comissão de Legislação, Justiça e Redação aprovou o Projeto de Lei que dispõe sobre a obrigatoriedade de utilizar telhado verde no dia 27 de março de 2013. Essa foi uma iniciativa do Vereador Prof. Galdino com o apoio da ATVBrasil (Associação Telhados Verdes Brasil). O projeto determina que as edificações, residenciais ou não, com mais de três unidades agrupadas verticalmente, obrigatoriamente devem utilizar telhados verdes.

O Prof. Galdino em seu texto (código do projeto – 005.00006.2013) define como telhado verde uma camada de vegetação sobre o telhado ou a cobertura. Deverá ter vegetação preferencialmente nativa, para resistir ao clima do município. O objetivo, de acordo com o autor, em concordância com a ATVBrasil, é diminuir as ilhas de calor urbano, absorver o escoamento superficial, reduzir a demanda de ar condicionado e melhorar o microclima com a transformação do dióxido de carbono (CO2 em oxigênio (O2) através da fotossíntese.

fabrica em Curitiba

Veja a seguir o texto completo que está sendo debatido na Câmara Municipal de Curitiba:

Dispõe sobre a obrigatoriedade da instalação do “Telhado Verde” nos locais que especifica e dá outras providências.
Texto:

Art. 1°. Os projetos de edificações, residenciais ou não, com mais de 3 (três) unidades agrupadas verticalmente, protocolizados na Prefeitura para aprovação a partir da data de promulgação da presente Lei, deverão prever a construção do “Telhado Verde”.

§ 1°. Para os fins desta Lei, “Telhado Verde” é uma cobertura de vegetação arquitetada sobre laje ou cobertura, de modo a melhorar o aspecto paisagístico, diminuir as ilhas de calor, absorver o escoamento superficial, reduzir a demanda de ar condicionado e melhorar o microclima com a transformação do dióxido de carbono (CO2) em oxigênio (O2) pela fotossíntese.

§ 2°. O “Telhado Verde” poderá ter vegetação intensiva ou extensiva, preferencialmente nativa, e deve resistir ao clima do município e às variações de temperatura, além de exigir pouca quantidade de água, de modo a não servir de habitat de mosquitos como o Aedes aegypti.

Art. 2°. Somente será admitida como “Telhado Verde” a vegetação composta das seguintes camadas:

I – impermeabilização;

II – proteção contra raízes;

III – drenagem;

IV – filtragem;

V – substrato;

VI – vegetação.

Art. 3°. A área destinada pelas construções edificadas ao “Telhado Verde” será considerada, para todos os efeitos, como tendo as mesmas características da área permeável.

Art. 4°. Com a finalidade de tornar públicos os modos de aplicação e os benefícios do “Telhado Verde”, e de incentivar a sua aplicação nas edificações, podem ser elaborados:

I – estudos junto a organizações públicas ou privadas para a definição de padrões estruturais para implantação do “Telhado Verde” no Município;

II – cursos e palestras para a divulgação das técnicas imprescindíveis à implantação do “Telhado Verde”, como na parte estrutural, tipos de vegetação, e substrato;

III – incentivos fiscais e financeiros aos proprietários das edificações que adotarem “Telhado Verde” em conformidade com padrões técnicos especificados na regulamentação desta Lei.

Art. 5°. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

matte leão ecotelhado
Justificativa:

Por questão de transparência, esclarecemos que em primeiro momento enviamos para tramitação Projeto de Lei com caráter autorizativo. Porém, constatamos que em São Paulo, Projeto de Lei de autoria da Nobre Vereadora Sandra Tadeu que trata da mesma matéria, e que não é autorizativo, foi aprovado em primeiro turno.

Entramos em contato com a assessoria da Vereadora, e nos foi permitido o uso do texto do Projeto aprovado em primeiro turno, para que possa ser aplicado no Município de Curitiba.

Enfim, damos os devidos créditos à Vereadora Sandra Tadeu, que demonstra grande preocupação com o meio ambiente por ter enviado o Projeto de Lei n° 115/2009 para trâmite na Câmara Municipal de São Paulo. Tendo nós, do Gabinete do Vereador Professor Galdino, a mesma preocupação com relação ao meio ambiente, achamos salutar encaminhar tal Projeto para que possa se tornar Lei em nossa querida cidade de Curitiba.

A Horta no combate ao efeito estufa

Em Nova Iorque, desde 2007, o governo dá isenções fiscais para aqueles que possuem Telhados  Verdes. A grande cidade abriga a maior horta urbana construída em edifício no mundo, um exemplo de negócio que beneficia toda população e é pautado na sustentabilidade. Existem restaurantes que já aproveitam esse estímulo oferecido pelo governo para cultivar suas próprias hortaliças nos Telhados Verdes.

telhado verde da ecotelhado hexa

Existem benefícios incomparáveis advindos da plantação de hortaliças, que além de oferecer alimentos frescos e sem adição de agrotóxicos, as hortaliças consomem grande quantidade de CO2, auxiliando no combate do efeito estufa.

O saudável hábito de cultivar ervas e temperos é fácil e acrescenta muito mais sabor às refeições preparadas em casa. É também uma forma garantida de consumir alimentos sem a adição de fertilizantes industriais.

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Já existem grupos de pessoas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo que aderiram ao cultivo de hortas urbanas e adoram “colocar a mão na massa”, ou melhor, na terra. É sabido que o contato com a terra também tem a característica de reduzir o estresse da vida nas grandes cidades. A colheita pode ainda beneficiar projetos sociais e de caridade.

Ecotelhado em prédios públicos no Rio de Janeiro

O projeto será promulgado nos próximos dias! Prédios públicos novos, fundações, e inclusive autarquias, devem adotar o telhado verde. A cobertura vegetada é aplicada sobre a laje ou sobre o telhado convencional com o intuito de aumentar a área verde. Além de aumentar a área verde, a proposta dos jardins suspensos é atenuar a poluição do ar e proporcionar mais drenagem e limpeza da água pluvial. Outro fator comprovado através de pesquisas realizadas em universidades brasileiras e internacionais, é que o Ecotelhado tem a propriedade de reduzir a temperatura interna das edificações.

 

O projeto teve seu vigor garantido nesta terça-feira, dia 27 de novembro, logo após a queda do veto a esse projeto de lei, pelo Deputado Luiz Martins (PDT). “Com esta norma, estamos autorizando a implantação de uma solução simples e eficiente para os prédios públicos”. Revalidado por unanimidade com 50 votos, o projeto será promulgado nos próximos dias.

A proposta ainda informa que todo detalhamento técnico para regulamentação da Lei, ficará a cargo das Secretarias de Estado de Obras, de Meio Ambiente e da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Outra informação que o texto ainda oferece é sobre o tipo de vegetação que deverá ser utilizada, sendo preferencialmente, nativa e resistente ao clima tropical. Além de utilizar pouca quantidade de água, ela fica retida sob uma camada espessa de substrato e vegetação, impedindo a proliferação de insetos indesejáveis como o “Aedes Aegypti”.

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Itália tem o maior jardim vertical do mundo

Ele está localizado na cidade de Rozzano, próximo a Milão. Foi criado e desenvolvido pelo arquiteto Francisco Bollani. Sua área total é de 1.263 metros quadrados e em sua composição foram utilizadas mais de 44.000 plantas. As espécies foram cultivadas e tratadas por Bollani e sua equipe pelo período de um ano.

Toda a fachada do Shopping Il Fiordaliso, foi recoberta por uma estrutura que esconde milhares de vasos, encaixados uns aos outros, que dão a sustentação necessária para as plantas. Esse trabalho criativo e sua produção teve um custo de 1 milhão de Euros.

 

Além de agregar beleza e revitalizar a fachada de prédios antigos e já existentes, essa técnica de recobrimento com vegetação proporciona às edificações a regulação da sua temperatura interna, impedindo a entrada dos raios solares ou do frio. Com isso é nítida a economia com climatização tanto no inverno, quanto no verão.

Proporciona também conforto acústico, pois a massa formada pela vegetação impede a passagem dos ruídos externos. Colabora para a diminuição da poluição ambiental e oferece um grande atrativo visual a todos que por ali passeiam e fazem suas compras.

Durante a noite, devido às técnicas de iluminação artificial, pode se apreciar outro belíssimo cenário, com sensacionais sombreamentos e curvaturas.

 

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Cresce 200% a demanda por selo verde para construção no País

A certificação Leadership in Energy and Environmental Design (Leed), uma das mais reconhecidas para construções verdes no mundo, vai mudar a partir do próximo ano. A novidade anunciada durante a Conferência Greenbuilding Brasil, em São Paulo, inclui a fixação de critérios e uma pontuação para o empreendimento de acordo com a metodologia de desenvolvimento do projeto da obra e o lançamento de uma versão oficial do questionário para o construtor em português – até agora, há apenas a versão em inglês.

O Leed V.4, que será lançado no início de 2013, vai valorizar os chamados “projetos integrados”. O objetivo é fomentar o uso de metodologias que incluam, desde o nascimento do projeto, equipes de diversas disciplinas, como arquitetura, climatização, paisagismo, estrutura, automação e construção. A ideia é de que participem juntas de todas as fases de desenvolvimento do projeto. Desde a concepção e definição de objetivos até a avaliação do desempenho.

Que o Ecotelhado (telhado verde)  e o Jardim Vertical ganham muitos pontos na certificação, todos sabemos. Mas agora a avaliação de projetos vai ganhar também outro novo critério, o referente a localização e transporte. Nele será verificado como o novo empreendimento irá interagir e impactar a região e a comunidade na qual será construído. Outras novidades são a valorização da reutilização de materiais provenientes do próprio setor de construção, no critério materiais, e a criação de um item para acústica dentro do parâmetro qualidade do ambiente interno.

 

Além dos parâmetros de avaliação também estão sendo pensadas medidas para facilitar o entendimento e desburocratizar o processo. Segundo o vice-presidente do United States Green Building Council (USGBC), que emite os certificados de construção verde para obras imobiliárias, Scot Horst, está sendo preparado um guia para servir de referência para as empresas que quiserem apresentar seus projetos.

Apesar de ter projetos em 135 países, a certificadora está focada na operação realizada em três países e em duas regiões do globo: China, índia, Brasil, Oriente Médio e Europa. Segundo Horst, esses são os países que mais crescem em termos de construção verde e onde as grandes transformações estão ocorrendo. De acordo com o dirigente, o Brasil está entre os primeiros da lista. Desde o ano passado o País teve um aumento de 200% no número de projetos inscritos. Não é para menos que o exame terá agora versões oficiais em português e francês.