Horta no telhado de shopping utiliza resíduos da praça de alimentação como adubo.

Shopping Eldorado horta

Em fevereiro de 2012, o shopping Eldorado, na zona oeste de São Paulo, transformou a cobertura de seu edifício em uma horta em que o substrato é composto pelos resíduos da praça de alimentação. Cerca de 6 mil pessoas fazem suas refeições no local por dia e uma enorme quantidade de alimentos era descartada e desperdiçada gerando um grande volume de lixo orgânico e mal cheiroso.

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Antes de ser utilizado no telhado, o lixo passa por um sistema de compostagem. Com um investimento de R$ 12 mil por mês, o shopping afirma transformar 14 toneladas de produto orgânico (28% do volume gerado mensalmente). Todos os restos são levados para a unidade de reciclagem. O lixo orgânico é misturado com serragem que retira a umidade e evita que a comida apodreça e atraia bichos. A seguir é inserida no composto uma mistura de bactérias (catalisadores) que consomem os resíduos orgânicos e aceleram o processo de compostagem realizando em 3 horas uma tarefa que naturalmente ocorreria em 180 dias. O composto resultante tem tonalidade marrom e não é mal cheiroso. Ele é levado para a cobertura do edifício onde será esterilizado pela ação do sol, chegando a atingir 70°C, resultando em um excelente substrato para a horta.

Shopping Eldorado desenvolve projeto de compostagem de _sobras de alimentos

A horta do Eldorado atualmente tem 1.000 m², mas a administração do shopping quer ampliar essa área para que tome conta de toda parte superior do prédio até o final do ano. Com a vegetação se espalhando por todo terraço, a temperatura interna ficará mais amena, reduzindo o uso do equipamento de refrigeração que desperdiça 100.000 litros de água por dia e emite significativas quantidades de carbono na atmosfera.

Shopping Eldorado produz alface e berinjela em horta no _telhado, na zona oeste de SP

A horta já produziu berinjelas, alfaces, tomates, abóboras, jilós, manjericão, hortelã, erva cidreira e outras plantas medicinais. A produção é utilizada pelos funcionários do shopping, um local que era antes totalmente estéril, em plena Avenida Rebouças.

Em Porto Alegre e na cidade do México, a Coca-cola já tem telhado verde.

Há mais de um ano, a sede da Vonpar em Porto Alegre-RS, fabricante da Coca-cola, localizada no início da Free-way, teve seu telhado quase que inteiramente recoberto pelo Ecotelhado. Essa decisão de utilizar o telhado verde faz parte do compromisso que a Coca-cola assumiu em fazer uma diferença positiva no mundo. Por isso desde 2010, com a campanha “Flip”, a marca tem procurado convidar as pessoas a avaliar o uso do PET para o benefício do nosso planeta com ações em prol da sustentabilidade.

coca cola, sustentabilidade, telhado verde, cisterna de água

Já o prédio da Coca-cola na cidade do México teve uma renovação bem pontual em seu terraço seguindo o mesmo compromisso assumido aqui em Porto Alegre. Grande parte do local recebeu telhado verde dividido em três níveis. Bem no topo as plantas escolhidas foram os cactos e algumas nativas da região mexicana. Num segundo nível foi feito um paisagismo com espécies que tem coloração diversa e outras que florescem. No terceiro nível foram escolhidas plantas comestíveis, criando uma horta que serve de exemplo para futuros projetos de sustentabilidade que estão em plena ascensão nas escolas e em outros setores da cidade.

O projeto foi concebido pela Rojkind Arquitectos + Agent e conta ainda com cisterna de recolhimento de água da chuva, com capacidade de devolver 4.872 litros ao ciclo de água anualmente. Foram inseridos ainda coletores solares que produzem 3.840 Kw anualmente. O telhado captura 81 kg de partículas poluentes do ar e CO2 anualmente.

Coca cola na cidade do México tem telhado verde 1   Coca cola na cidade do México tem telhado verde 3   Coca cola na cidade do México tem telhado verde

No projeto original o local comportava um heliporto que caiu em desuso. Hoje lá está localizada a sede da Ciel Transformadora, que é uma plataforma de financiamento coletivo para projetos que tragam benefícios diretos para o meio ambiente. A marca abre espaço para facilitar o financiamento de propostas originais que promovam mudanças nas comunidades locais e que sejam viáveis de realização.

Na composição do projeto foram planejadas salas de reuniões ou negócios com móveis que podem ser removidos ou reconfigurados conforme a necessidade, dependendo de quem está trabalhando no espaço e quais projetos estão em andamento. Um dos projetos que já foi executado é a horta em escolas.

Jardim funcional – Reduz custos com climatização e traz várias vantagens

Inspirada nos jardins suspensos da Babilônia, a técnica conhecida como telhado verde não tem nada de arcaica. Pelo contrário – é uma alternativa moderna, cada vez mais difundida e que traz vantagens para os usuários.

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O sistema é simples e consiste no uso de uma camada de vegetação na cobertura dos imóveis. A instalação de estrutura que propicie o crescimento de plantas em um local que ficaria sem uso, como o telhado, resulta em maior conforto térmico e acústico. Além disso, melhora o microclima da região, pois as plantas ajudam a recompor área para a drenagem de água da chuva.

“Pela evaporação, o telhado verde colabora para arrefecer as áreas mais urbanizadas, além de reduzir ruídos. Ele também aumenta a vida útil da edificação, uma vez que a protege do calor direto, evitando dilatação e trincas” enumera o engenheiro Eloy Casagrande, coordenador do Escritório Verde, projeto da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). A iniciativa da instituição usa o telhado verde e outros elementos sustentáveis na construção.

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Benefícios

A lista de benefícios do telhado verde inclui a biodiversidade. “É uma alternativa para a criação de espaços verdes em meio a tanto concreto usado nas cidades, e quando possível, o espaço pode também ser usado como uma área de lazer”, explica Casagrande. O conforto térmico gera economia porque reduz custos com a energia para manter a climatização.

A ideia de usar a cobertura do imóvel para manter um jardim vem sendo mais utilizada em empresas que buscam certificações ambientais, mas é aplicável a residências. “A tecnologia é simples e o custo para instalação se reverte em economia a longo prazo”, explica João Manuel Feijó, engenheiro agrônomo da Ecotelhado, empresa especializada nesse tipo de estrutura.

O sistema tem poucas restrições: basta que o imóvel tenha laje capaz de suportar o peso da estrutura, da camada de terra e das plantas. “Quase a totalidade dos prédios pode receber o telhado”, comenta Feijó. A simplicidade também é citada por Caio Bonatto, diretor da empresa de construções ecológicas TecVerde, como um facilitador para adoção da cobertura sustentável. “O teto verde é uma ótima solução para aumentar o conforto térmico dos imóveis, principalmente os últimos andares dos prédios, que costumam ser mais quentes”, aponta.

Cuidados

As exigências do telhado verde são a instalação adequada e a manutenção. O sistema tem que ser colocado de maneira correta para evitar infiltrações e umidade. “A vedação é essencial”, explica Feijó. O sistema de escoamento da água absorvida pelo telhado verde também tem que estar livre de imperfeições, o que exige atenção constante.

Tratamento de esgoto pode ser integrado

O Ecoesgoto é um sistema que pode se conjugar ao telhado verde. A estação de tratamento de efluentes biológicos é acoplada à cobertura. “A estrutura faz o manejo dos dejetos e da reciclagem dos líquidos do banho, das pias e do vaso sanitário, além da água, que é absorvida pelo telhado”, explica João Manuel Feijó, engenheiro agrônomo da Ecotelhado, que oferece o equipamento.

A reciclagem é feita através de um vermifiltro. “Dejetos sólidos de sanitários e da cozinha são canalizados para o vermifiltro, composto por minhocas, que vão digerir todo o material”, explica.

Feijó observa que o sistema é barato e custa entre R$ 150 a R$ 200 por metro quadrado, podendo ser instalado em todo tipo de imóvel. “É uma solução ecologicamente correta, mais barata e eficiente do que os sistemas convencionais”, comenta.

O vermifiltro é uma câmara cujo tamanho varia de acordo com o projeto e volume de efluentes. O equipamento pode ser aéreo ou subterrâneo e vem acompanhado de elementos paisagísticos. Por ser um sistema anaeróbico, o Ecoesgoto não exala mau cheiro.


Parede verde enfeita e protege

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Adotar o jardim vertical ajuda a fugir do calor e deixa o imóvel mais bonito. Assim como o telhado verde, a instalação de estruturas que possam receber plantas nas paredes aumenta o conforto térmico e acústico.

É possível colocar plantas do tipo trepadeiras, que fazem o papel de proteger a parede e criam uma barreira para o calor e para o barulho. O engenheiro agrônomo da Ecotelhado observa que a parede do imóvel que recebe mais sol e portanto, mais calor, pode receber o jardim vertical. “A fachada que mais sofre com a incidência dos raios solares deve ser a escolhida. As trepadeiras podem ser adaptadas em todo tipo de imóvel, até nos mais antigos”, comenta João Manuel Feijó.

Para construções que vão adotar o telhado verde, a aplicação da mesma ideia nas paredes é facilitada. A água que escoa da cobertura pode ser usada para irrigação do jardim vertical. “Nesses casos, o reuso de água é mais simples, porque o que for absorvido pelo telhado é reutilizado em seguida”, diz o engenheiro agrônomo.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br/imobiliario/conteudo.phtml?id=1349798

Telhados verdes podem gerar economia de 200 milhões de euros

Uma recente experiência com jardins e hortas no topo de edifícios em Londres, no Reino Unido, poderá confirmar a expressiva economia de até 200 milhões de euros. Essa iniciativa além de economizar energia irá fornecer alimentos para empresas e cantinas.

Essa experiência é financiada pela junta metropolitana de Londres e pela organização empresarial Inmidtown e envolve um investimento de cerca de 43 mil euros.

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Está prevista uma economia entre três e dez por cento nos custos de ventilação e de aquecimento dos edifícios, a partir desse projeto piloto, que será desenvolvido durante seis meses.

Os vegetais produzidos irão abastecer as cantinas das empresas e os desperdícios alimentares destas serão transformados em fertilizante para as plantas do telhado. As plantas são colocadas em sistemas modulares construídos com materiais recicláveis e para garantir a polinização, cada telhado tem uma colmeia. 

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As empresas encontram benefícios no espaço de convívio saudável que os telhados “verdes” proporcionam aos seus funcionários, além dos benefícios para a cidade, quanto à qualidade do ar e da biodiversidade, segundo a responsável da Inmidtown.

Segundo Tass Mavrogordato, diretora-executiva da Inmidtown, as próprias empresas veem benefícios nesta novidade, já que conseguem proporcionar aos funcionários um espaço onde podem interagir longe dos escritórios.

Essa é certamente uma experiência, que se obtiver resultado positivo poderá ser ampliada por toda cidade e servir de exemplo para o mundo inteiro.

A Horta no combate ao efeito estufa

Em Nova Iorque, desde 2007, o governo dá isenções fiscais para aqueles que possuem Telhados  Verdes. A grande cidade abriga a maior horta urbana construída em edifício no mundo, um exemplo de negócio que beneficia toda população e é pautado na sustentabilidade. Existem restaurantes que já aproveitam esse estímulo oferecido pelo governo para cultivar suas próprias hortaliças nos Telhados Verdes.

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Existem benefícios incomparáveis advindos da plantação de hortaliças, que além de oferecer alimentos frescos e sem adição de agrotóxicos, as hortaliças consomem grande quantidade de CO2, auxiliando no combate do efeito estufa.

O saudável hábito de cultivar ervas e temperos é fácil e acrescenta muito mais sabor às refeições preparadas em casa. É também uma forma garantida de consumir alimentos sem a adição de fertilizantes industriais.

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Já existem grupos de pessoas espalhadas pelo Brasil e pelo mundo que aderiram ao cultivo de hortas urbanas e adoram “colocar a mão na massa”, ou melhor, na terra. É sabido que o contato com a terra também tem a característica de reduzir o estresse da vida nas grandes cidades. A colheita pode ainda beneficiar projetos sociais e de caridade.

Ecotelhado em prédios públicos no Rio de Janeiro

O projeto será promulgado nos próximos dias! Prédios públicos novos, fundações, e inclusive autarquias, devem adotar o telhado verde. A cobertura vegetada é aplicada sobre a laje ou sobre o telhado convencional com o intuito de aumentar a área verde. Além de aumentar a área verde, a proposta dos jardins suspensos é atenuar a poluição do ar e proporcionar mais drenagem e limpeza da água pluvial. Outro fator comprovado através de pesquisas realizadas em universidades brasileiras e internacionais, é que o Ecotelhado tem a propriedade de reduzir a temperatura interna das edificações.

 

O projeto teve seu vigor garantido nesta terça-feira, dia 27 de novembro, logo após a queda do veto a esse projeto de lei, pelo Deputado Luiz Martins (PDT). “Com esta norma, estamos autorizando a implantação de uma solução simples e eficiente para os prédios públicos”. Revalidado por unanimidade com 50 votos, o projeto será promulgado nos próximos dias.

A proposta ainda informa que todo detalhamento técnico para regulamentação da Lei, ficará a cargo das Secretarias de Estado de Obras, de Meio Ambiente e da Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro. Outra informação que o texto ainda oferece é sobre o tipo de vegetação que deverá ser utilizada, sendo preferencialmente, nativa e resistente ao clima tropical. Além de utilizar pouca quantidade de água, ela fica retida sob uma camada espessa de substrato e vegetação, impedindo a proliferação de insetos indesejáveis como o “Aedes Aegypti”.

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Estação de trem na Espanha terá telhado verde

Os telhados verdes fazem parte importante de projeto de reforma por onde irá passar um trem de alta velocidade. O escritório que desenhou o projeto foi a Abalos + Sentkiewicz Arquitetos.  A estação de trem fica na cidade de Logroño, na Espanha e terá a capacidade de unir o norte ao sul do município.

O projeto contempla parque público, torres residenciais e plataformas totalmente novas no subsolo. As plataformas serão recobertas por telhado verde, que contará com quatro pavilhões de metal e vidro. Os pavilhões terão a função de levar a luz e a radiação solar até o interior da estação. Esses pavilhões terão uma série de espelhos com a finalidade de refletir a luminosidade através da reflexão a todos os pontos da estação subterrânea.

O parque público será localizado sobre o telhado verde, que irá recobrir toda a plataforma da estação de trem. Quem caminhar por cima desse telhado verde poderá desfrutar do frescor e da beleza que a vegetação proporcionará.

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Reuso de Água da Chuva

Alguns municípios, como o Rio de Janeiro, tem como proposta que o reaproveitamento de água de chuva se torne uma Lei Federal.

Dando apoio e incentivo para que essas leis se tornem viáveis e possíveis de uma fácil execução, a Ecotelhado desenvolveu um sistema chamado Sistema Laminar Ecotelhado. Esse sistema é constituído de um piso elevado que poderá ser montado sobre a laje plana impermeabilizada dos prédios corporativos e/ou residenciais.

O piso elevado será formado por vários cones do Ecodreno intertravados entre si. Os cones são confeccionados em plástico reciclado, muito resistente à sobre carga, com capacidade de reter até 200 litros/m² de água em seu interior. O sistema irá formar uma cisterna de água da chuva e também servirá como um tratamento de águas cinza. Após a montagem do piso elevado haverá o preenchimento dos cones com argila expandida. Sobre essa montagem virá uma membrana de retenção de nutrientes, que a seguir será recoberta por uma camada de substrato leve Ecotelhado, por sobre a qual serão plantadas plantas macrófitas – uma vegetação capaz de filtrar através das suas raízes as partículas indesejáveis dessa água reservada. Esse processo se dará sem a liberação de odores, com significativa facilidade de manejo e com um aspecto visual bastante favorável, como se fosse um jardim suspenso com um belo paisagismo.

 

 

 

Pelo projeto de lei do Rio de Janeiro, a água da chuva nessa cisterna poderá ser reutilizada para lavagem de roupas, vidros, calçadas, pisos, veículos e para a irrigação de hortas e jardins. Já as Já as águas cinzas – já utilizadas em tanques, pias, máquinas de lavar e chuveiros – serão reaproveitadas no abastecimento de descargas de vasos sanitários.

 

Faz parte dessa proposta de lei, também a utilização dessa água para lagos artificiais, chafarizes dos parques, praças e jardins públicos.

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