INFRAESTRUTURA VERDE NO PROGRAMA CAPITAL NATURAL DA BANDNEWS

Programa Capital Natural discute Infraestrutura Verde, entrevistando a arquiteta Pérola Felipette Brocaneli, doutora em paisagem e meio ambiente e autora do projeto de revitalização ecológica para as marginais Pinheiros e Tietê em estúdio. Em São Paulo, o geógrafo Luiz de Campos Junior mostra o trabalho da iniciativa Rios e Ruas, que mobiliza grupos interessados em percorrer a cidade para redescobrir nascentes, rios e córregos escondidos em galerias subterrâneas… No Rio de Janeiro, conversa com Cecilia Polacow Herzog, presidente da Inverde Infraestrutura Verde, sobre o projeto Rio + Verde, uma estratégia paisagística de infraestrutura para a capital fluminense.

Soluções como telhados verde, jardins de chuva, cisternas permeáveis, pavimentos permeáveis – produtos apresentados pela Ecotelhado – ajudam a diminuir o impacto ambiental em nossas cidades. Permitindo a permeabilidade do terreno, a água volta pro solo, evitando as enchentes comuns em cidades impermeabilizadas.

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Você pode conferir o vídeo no link abaixo, com destaque à passarela Eusébio Matoso em São Paulo (à partir do minuto 25), coberta com o sistema de telhado verde de Ecotelhado!

Ecotelhado e Jardim Vertical Canguru na Aliança Francesa

A Aliança Francesa transformou sua sede nacional na Rua Muniz Barreto, no bairro carioca do Botafogo, em prédio verde. Presença marcante e significativa para a Certificação Aqua é a cobertura com Ecotelhado e o revestimento interno com o Jardim Vertical Canguru.

Aliança Francesa maquete

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O Rio de Janeiro foi o primeiro contemplado a receber a sede Verde da Aliança no mundo. Construído com o reaproveitamento de concreto, aço, madeira e plástico de um antigo prédio que existia no local, levou um ano para ser construído e tem 847 m², três pavimentos, totalizando 12 metros de altura.

A chamada “Alliance Verte” (Aliança Verde) será a sede administrativa da escola de idiomas no Rio. Além do Ecotelhado e do Jardim Vertical Canguru, o prédio tem placas de captação de energia solar, piso de borracha feito com pneus usados, isolamento térmico de lã de garrafa pet, aproveitamento de luz e ventilação natural, reuso de água da chuva e sistema de iluminação de baixo consumo.

A Ministra Francesa da francofonia Yamina Benguigui, se referindo a sede diz que: – É um convite à integração e ao convívio com a vizinhança, não só através de uma galeria de exposições que teremos, mas também pelo efeito do telhado verde que se harmoniza com a vegetação do bairro.

Considerado um “líder na reflexão do desenvolvimento sustentável”, segundo o delegado geral da Aliança Francesa do Brasil, Yann Lorvo, o Rio de Janeiro foi o primeiro escolhido a receber a sede “verde”. Segundo Lorvo “a Rio+20 foi um exemplo disso. “Queremos que a sede de Botafogo seja o cartão de visitas da Aliança no Rio. E que ela seja um exemplo não só para as escolas de línguas, mas para todas as instituições de ensino da cidade. Se o Rio prega a sustentabilidade, as escolas e universidades deveriam dar o exemplo”, diz Lorvo.

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O prédio atende à certificação ambiental AQUA, selo brasileiro criado a partir do processo ambiental elaborado pela francesa HQE (Haute Qualité Environnementale). Segundo Lorvo, há hoje na França mais de 500 prédios habitacionais e escritórios certificados pelo HQE e no Brasil, cerca de 30 construções atendem ao AQUA.

ECOTELHADO TEM CASE APROVADO PELA ONU

A Ecotelhado é mais uma vez motivo de orgulho para os brasileiros! O nosso “Sistema Integrado de Infraestrutura Verde e Reciclagem de Água e de Resíduos Orgânicos”, ou Ecoesgoto, foi aprovado pelo Programa de Trabalho de Nairóbi Sobre Impactos, Vulnerabilidade e Adaptação às Mudanças Climáticas (Nairobi work programme on impacts, vulnerability and adaptation to climate change – NWP), da Convenção-Quadro Sobre Mudanças Climáticas da ONU.

Incluído na categoria de estudo denominada “Iniciativa do Setor Privado” (Private Sector Iniciative – PSI), serve como modelo a todo o planeta, especialmente à América Latina e ao Brasil. A informação pode ser conferida em http://unfccc.int/adaptation/nairobi_work_programme/private_sector_initiative/items/6547.php

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Das milhões de empresas existentes no mundo todo, cerca de 80 já tiveram seus cases aprovados pelo NWP. Assim, o sistema da Ecotelhado, está na mesma lista de empresas como: Coca-Cola Company, Microsoft, PepsiCo, Bayer, Allianz, Unilever,  Anglo American, HSBC, Siemens, Ericsson, Intel, General Electric, entre outros gigantes da economia global. Isso demonstra a credibilidade do produto e do sistema aplicado, bem como o reconhecimento internacional de uma iniciativa privada brasileira para promover o desenvolvimento sustentável por meio de mais uma técnica de infraestrutura verde urbana.

Este banco de dados online de estudos de casos busca promover as boas práticas e o uso racional de recursos e ações, de modo rentável, para o enfrentamento e adaptação às mudanças climáticas, sendo realizadas por empresas privadas (às vezes em parceria com ONGs ou setor público) de diversos setores e regiões.

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Para saber mais sobre o sistema, acesse www.ecotelhado.com.br/por/ecoesgoto.

Interessado? Entre em contato conosco: contato@ecotelhado.com.br

Ecotelhado: Mais que ideias, soluções verdes. 

Horta no telhado de shopping utiliza resíduos da praça de alimentação como adubo.

Shopping Eldorado horta

Em fevereiro de 2012, o shopping Eldorado, na zona oeste de São Paulo, transformou a cobertura de seu edifício em uma horta em que o substrato é composto pelos resíduos da praça de alimentação. Cerca de 6 mil pessoas fazem suas refeições no local por dia e uma enorme quantidade de alimentos era descartada e desperdiçada gerando um grande volume de lixo orgânico e mal cheiroso.

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Antes de ser utilizado no telhado, o lixo passa por um sistema de compostagem. Com um investimento de R$ 12 mil por mês, o shopping afirma transformar 14 toneladas de produto orgânico (28% do volume gerado mensalmente). Todos os restos são levados para a unidade de reciclagem. O lixo orgânico é misturado com serragem que retira a umidade e evita que a comida apodreça e atraia bichos. A seguir é inserida no composto uma mistura de bactérias (catalisadores) que consomem os resíduos orgânicos e aceleram o processo de compostagem realizando em 3 horas uma tarefa que naturalmente ocorreria em 180 dias. O composto resultante tem tonalidade marrom e não é mal cheiroso. Ele é levado para a cobertura do edifício onde será esterilizado pela ação do sol, chegando a atingir 70°C, resultando em um excelente substrato para a horta.

Shopping Eldorado desenvolve projeto de compostagem de _sobras de alimentos

A horta do Eldorado atualmente tem 1.000 m², mas a administração do shopping quer ampliar essa área para que tome conta de toda parte superior do prédio até o final do ano. Com a vegetação se espalhando por todo terraço, a temperatura interna ficará mais amena, reduzindo o uso do equipamento de refrigeração que desperdiça 100.000 litros de água por dia e emite significativas quantidades de carbono na atmosfera.

Shopping Eldorado produz alface e berinjela em horta no _telhado, na zona oeste de SP

A horta já produziu berinjelas, alfaces, tomates, abóboras, jilós, manjericão, hortelã, erva cidreira e outras plantas medicinais. A produção é utilizada pelos funcionários do shopping, um local que era antes totalmente estéril, em plena Avenida Rebouças.

Telhado Biofílico X Telhado Biocida

Nos últimos anos, tem-se observado uma forte campanha a favor de telhados brancos ou reflexivos. O Green Building Council (GBC), através do LEED, vem apoiando a iniciativa para que a construção civil também opte por este padrão para amenizar o aquecimento global e as mudanças climáticas.

No entanto, um recente estudo da Universidade de Stanford (Urban Heat Island, 2011) mostra que as “membranas telhados brancos” tendem, na verdade, a contribuir para o aquecimento local e global. Como tem alto nível de refletividade, direciona calor para a atmosfera, aquecendo partículas pretas e marrons do ar, gerando calor no entorno (efeito ilha de calor). Além do mais, são superfícies mortas e impermeáveis que embora reflitam a luz solar, ignoram outros desafios cruciais para o bem-estar do meio ambiente urbano, como a emissão de CO2, as ilhas de calor, a perda da biodiversidade e a evasão de esgoto pluvial. Logo, o GBC, governantes e consultores deveriam reavaliar seu equivocado apoio a essas coberturas para que soluções mais plausíveis para tais problemas não sejam barradas.

         Telhados Verdes Jardins Suspensos                  casa_telhado_branco_1

Os telhados verdes, por exemplo, não só têm comprovada eficiência energética, válida para qualquer clima, mas também agem como filtros da poluição do ar, purificando-o por meio de um ciclo natural de troca de gases e variação da temperatura (consomem o calor na fotossíntese e na evapotranspiração), reduzindo as ilhas de calor. Também têm grande eficiência na retenção de água da chuva, contribuindo para evitar a ocorrência de enchentes e a poluição de cursos d’água. Além disso, promovem a biodiversidade em área urbana e ainda possibilitam a saudável integração da população a áreas verdes em pontos antes inimagináveis. Sua irrigação pode dar-se com água cinza ou tratada, desonerando a rede pública deste serviço. Isso sem falar no aprazível aspecto estético de uma superfície vegetada. Enfim, os telhados verdes são de fato vivos e propagam a vida. Eles também são certificados pelo GBC, o que é estranho o mesmo ocorrer quanto aos telhados brancos.

Resistir ao engodo da “sustentabilidade” dos telhados brancos, reduzida na sua refletividade, não é defender um interesse econômico, mas clamar por mais qualidade de vida nas cidades e no planeta. Trata-se, por fim, da promoção de um tipo de telhado “vivo” e biofílico (apreciador da vida, que necessita de vida), caso dos verdes, em detrimento de um telhado “morto” e biocida (adversário, inimigo da vida), como se encaixam os brancos. Assim, resta a pergunta final: Optar por telhados verdes ou brancos? Seu ponto de vista em relação à vida e ao ambiente lhe dará a resposta.

Renan Eschiletti Machado Guimarães
Conselheiro da Associação Telhado Verde Brasil – ATVBrasil

 

Mais Vegetação, Menos Criminalidade

Você já parou pra pensar quais os benefícios que o uso de vegetação nas cidades pode nos trazer? A diminuição da criminalidade é um deles! Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos revela que cidades mais arborizadas tem uma menor taxa de crimes do que aquelas com baixas quantidades de vegetação.

greener city - less violence

Um estudo-piloto sugeriu uma relação entre a falta de vegetação e as taxas de “incivilidades” ou crimes menores. Uma pesquisa de 31 sítios urbanos, em uma comunidade da Califórnia descobriu que 90% dos incidentes de vandalismo ou grafite ocorreram em áreas sem plantio, em comparação com 10% em áreas ajardinadas. Em unidades habitacionais públicas de Chicago, 90 moradores relataram menos pichações, vandalismo e lixo em espaços ao ar livre com árvores e grama do que em espaços mais áridos. Taxas de ruptura social e incivilidades, tais como a presença de indivíduos barulhentos, vadiagem e atividades ilegais, também foram menores em áreas plantadas.

Para analisar os crimes graves, uma equipe de cientistas recolheu dois anos de dados da polícia sobre propriedades e crimes violentos em comunidades públicas no interior de Chicago. Os edifícios analisados eram arquitetonicamente similares, mas quanto mais verde nos arredores do prédio, menor o número de crimes totais. Comparando edifícios com diferentes níveis de vegetação, aqueles com muita vegetação registraram 52% menos crimes totais, 48% menos crimes contra propriedades e 56% menos crimes violentos do que em edifícios com baixos níveis de vegetação.

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A vegetação residencial tem sido associada com uma maior sensação de segurança, menor incivilidades e menos comportamentos agressivos e violentos. A ligação entre arborização urbana e sistemas sociais mais saudáveis é surpreendentemente simples. A presença de vegetação pode transformar terras áridas em espaços agradáveis e acolhedores. Esses locais servem para fortalecer os laços entre os moradores, aumentar a vigilância informal e deter o crime, criando assim comunidades urbanas saudáveis e mais seguras.

Fonte: http://depts.washington.edu/hhwb/Thm_Crime.html

Aprenda como fazer o Jardim Vertical Canguru

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Primeiro prédio “movido” a algas brota na Alemanha

Você já imaginou morar num edifício cuja energia é produzida por microalgas marinhas? Pois esse prédio já foi construído em Hamburgo, na Alemanha e será capaz de gerar biomassa como fonte de energia renovável.

algas

A fachada do prédio de 15 apartamentos foi ”revestida” por grelhas que abrigam as algas acelerando seu crescimento. O sistema é capaz de absorver CO2 gerando energia que será coletada por permutadores de calor e armazenada em uma instalação de biogás de metano próxima ao local. Essa biomassa transformada retorna ao edifício e é utilizada para aquecer o reservatório de água.

paineis de algas

Fruto do trabalho da empresa de design Arup, em parceria com a firma de arquitetura austríaca Splitterwrk, é possível extrair cerca de 15 gramas de biomassa por cada dia de cada metro quadrado de fachada com alga. Anualmente, essa quantidade de biomassa pode produzir 4.500 kWh de energia elétrica, capaz de suprir o consumo médio de uma família composta por quatro pessoas. Além de toda produção de energia, essa solução tecnológica é capaz de manter a temperatura agradável no interior do prédio, dispensando a refrigeração artificial.

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O projeto chamado de BIQ (Quociente Bio Inteligente) tem por objetivo servir de exemplo e inspiração para o projeto e construção de muitos outros prédios. Segundo Simon O’Hea, um dos Diretores da ação, as fachadas de prédios são muito mais que simples revestimento, elas serão responsáveis pela autossuficiência dos edifícios do futuro.